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 O limite do MEI vai aumentar? O que é proposta e o que já vale em 2026

O limite do MEI vai aumentar, mas ainda é preciso separar o que já está valendo do que ainda depende de aprovação no Congresso. Essa diferença é essencial para empresários, gestores financeiros, contadores e microempreendedores que estão planejando faturamento, contratação, emissão de notas fiscais e possível migração para Microempresa.

Em 2026, a regra vigente continua sendo o limite anual de R$81.000,00 para o MEI tradicional, com limite proporcional de R$6.750,00 por mês no ano de abertura. Para o transportador autônomo de cargas enquadrado como MEI, existe limite específico de R$251.600,00 ao ano, conforme regra própria.

O que mudou foi o ambiente legislativo. Existem propostas em tramitação para elevar o teto do MEI. A principal delas, enviada pelo governo federal em 29 de junho de 2026, prevê aumento progressivo para R$110.000,00 em 2027 e R$140.000,00 em 2028, além da possibilidade de contratação de até dois empregados.

Na prática, o empresário não deve tomar decisão fiscal com base em manchete. Enquanto a mudança não virar lei, o limite atual precisa ser respeitado.

O limite do MEI vai aumentar em 2026?

Até 1º de julho de 2026, o aumento do limite do MEI ainda não está valendo como regra geral. O que existe são propostas legislativas em andamento.

A proposta do governo federal fala em reajuste progressivo do teto. Segundo o texto divulgado pelo Ministério do Empreendedorismo, o limite passaria dos atuais R$81.000,00 para R$110.000,00 em 2027 e R$140.000,00 em 2028. A proposta também permitiria que o MEI contratasse até dois empregados.

Além disso, o PLP 108/2021, que já aparece na tramitação da Câmara dos Deputados, propõe permitir o enquadramento como MEI de pessoa com receita bruta anual igual ou inferior a R$130.000,00 e também prevê a contratação de até dois empregados.

Portanto, a resposta objetiva é: o limite do MEI pode aumentar, mas o novo teto ainda depende do processo legislativo. Para virar regra, precisa haver aprovação final e sanção, conforme o texto que avançar.

O erro mais comum nesse assunto é tratar “proposta enviada” como “lei em vigor”. Para planejamento tributário, essa confusão é perigosa. Uma empresa que ultrapassa o limite atual achando que o novo teto já vale pode acabar com desenquadramento, recolhimento retroativo e obrigação fiscal maior do que previa.

Qual é o limite do MEI que já vale hoje?

O limite do MEI que já vale em 2026 é de R$ 81.000,00 por ano para a maioria das atividades. Isso representa uma média mensal de R$ 6.750,00, mas o controle deve considerar a receita bruta anual, não apenas o faturamento de um mês isolado.

Para quem abriu o MEI durante o ano, o limite é proporcional ao número de meses de atividade. Por exemplo, se o CNPJ foi aberto em julho, o limite não será R$ 81.000,00 no ano inteiro. Ele será calculado pela média mensal permitida multiplicada pelos meses restantes de atividade.

Também continuam valendo outras condições importantes para permanecer no MEI. O empreendedor não pode ter sócio, não pode participar de outra empresa como titular, sócio ou administrador, não pode abrir filial e só pode exercer atividade permitida para MEI. Além disso, pela regra atual, só pode contratar um empregado, respeitando piso da categoria ou salário mínimo.

Em 2026, o valor mensal do DAS-MEI também foi atualizado conforme o salário mínimo. Para esse período, o pagamento inclui R$ 81,05 de INSS, mais R$ 5,00 de ISS quando houver atividade de serviço, e R$ 1,00 de ICMS quando houver atividade de comércio ou indústria. Para o MEI transportador autônomo de cargas, o INSS informado pela Receita é de R$ 194,52.

O que é proposta e o que já vale?

A dúvida central não é apenas “o limite do MEI vai aumentar?”. A dúvida correta é: “o que posso usar no meu planejamento agora?”.

TemaO que já vale em 2026O que está em proposta
Limite anual do MEI tradicionalR$ 81.000,00R$ 110.000,00 em 2027 e R$ 140.000,00 em 2028 na proposta do governo
Limite mensal proporcionalR$ 6.750,00 por mês de atividadeDependerá do texto final aprovado
Empregados permitidos1 empregadoAté 2 empregados nas propostas em discussão
MEI transportador autônomo de cargasR$ 251.600,00 ao anoNão deve ser confundido com o limite geral
Desenquadramento por excessoContinua aplicávelPode mudar apenas se houver alteração legal

A Câmara também registra o PLP 108/2021, com proposta de teto de R$ 130.000,00 e contratação de até dois empregados. Esse projeto está sujeito à apreciação do Plenário e teve despacho para comissão especial em abril de 2026.

Isso cria um cenário com mais de uma proposta circulando. Para o empresário, a consequência é simples: até que uma regra seja aprovada e publicada, o planejamento deve usar a legislação vigente.

Por que o aumento do limite do MEI está em discussão?

O teto atual de R$ 81.000,00 passou a ser visto como defasado diante da inflação, do aumento de custos e do crescimento natural dos pequenos negócios. O próprio governo federal afirmou que a proposta busca corrigir a defasagem acumulada desde 2018 e adequar a categoria à realidade econômica atual.

Esse ponto tem impacto direto em Brasília, no Distrito Federal e em cidades do entorno, onde muitos prestadores de serviços, profissionais autônomos, pequenos comerciantes e negócios familiares usam o MEI como porta de entrada para a formalização.

Para quem atua com serviços locais, consultoria, manutenção, estética, alimentação, comércio de bairro, delivery, tecnologia ou atividades administrativas, o teto atual pode ficar apertado rapidamente. Um contrato fixo, alguns clientes recorrentes ou uma venda sazonal forte já podem aproximar o MEI do limite anual.

O problema não é faturar mais. O problema é crescer sem mudar a estrutura fiscal. Quando o negócio já opera com receita, equipe, custos fixos e carteira de clientes maiores, insistir no MEI pode deixar de ser economia e virar risco.

O que acontece se o MEI passar do limite de faturamento?

Se o MEI ultrapassar o limite de faturamento, precisa avaliar o percentual excedido. A regra diferencia excesso de até 20% e excesso acima de 20%.

Quando o excesso é de até 20%, o empreendedor deve informar o valor total na DASN-SIMEI, pagar o boleto gerado sobre o excedente e buscar apoio contábil para solicitar o desenquadramento e seguir com escrituração fiscal e tributária a partir dali.

Quando o excesso passa de 20%, a situação fica mais sensível. O governo orienta que o empreendedor procure imediatamente um profissional de contabilidade, porque será necessário recolher impostos e cumprir obrigações como optante pelo Simples Nacional ou outro regime desde o início do ano em que ocorreu o excesso. Se o limite for excedido no primeiro ano de atividade, o desenquadramento pode retroagir à data de abertura do CNPJ.

A data dos efeitos do desenquadramento depende de dois fatores: se a empresa está no ano de início de atividade e se o limite foi ultrapassado em mais de 20%. A orientação oficial também confirma que, quando a receita não excede o limite em mais de 20%, a diferença é recolhida no vencimento dos tributos de janeiro do ano seguinte, conforme cálculo na DASN-SIMEI.

Quando o MEI deve migrar para Microempresa?

O MEI deve considerar a migração para Microempresa quando o limite de faturamento deixa de comportar a realidade do negócio, quando há necessidade de sócios, contratação de mais empregados, abertura de filial ou inclusão de atividades não permitidas no MEI.

Também vale analisar a migração quando o negócio começa a vender para empresas maiores, participar de contratos recorrentes, emitir notas com volume elevado ou trabalhar com margem que exige planejamento tributário mais técnico.

Em Brasília e no DF, esse ponto é comum em prestadores de serviços que começam como MEI, mas passam a atender empresas, condomínios, clínicas, escritórios, escolas, restaurantes, e-commerces e negócios que exigem regularidade fiscal mais robusta.

A migração não deve ser vista apenas como obrigação. Em muitos casos, ela abre espaço para organizar melhor pró-labore, folha, emissão de notas, classificação fiscal, contratos, separação entre conta pessoal e conta empresarial, além de planejamento tributário no Simples Nacional, Lucro Presumido ou outro regime, conforme a operação.

O MEI é excelente para começar pequeno. Mas ele não foi desenhado para sustentar uma empresa em expansão permanente. Quando o negócio cresce, a pergunta deixa de ser “como pagar o mínimo possível” e passa a ser “qual estrutura protege margem, regularidade e crescimento?”.

A proposta de aumento resolve todos os problemas do MEI?

Não. Mesmo que o limite aumente, o empresário ainda precisará controlar faturamento, atividade permitida, contratação, emissão de nota, DAS, declaração anual e enquadramento correto.

O aumento do teto pode reduzir a pressão sobre pequenos negócios que já faturam acima de R$81.000,00, mas não elimina a necessidade de gestão fiscal. Pelo contrário, com um limite maior, o risco é o empreendedor adiar uma transição que já deveria ter sido feita por motivo operacional.

Um negócio que fatura perto de R$110.000,00 ou R$140.000,00 por ano já precisa analisar margem, estrutura de custos, precificação, folha, contratos, inadimplência, obrigações acessórias e fluxo de caixa. Se houver contratação de dois empregados, esse controle se torna ainda mais necessário.

Por isso, o aumento do limite do MEI deve ser acompanhado de gestão contábil. A empresa que cresce sem controle pode até ficar dentro do teto, mas continuar errando no financeiro.

Como empresários e gestores financeiros devem agir agora?

A ação mais segura é trabalhar com dois cenários: regra vigente e possível regra futura.

No cenário vigente, use o limite de R$81.000,00 como referência para 2026. Controle a receita bruta mês a mês, acompanhe a média de faturamento e simule o impacto do desenquadramento antes de ultrapassar o teto.

No cenário futuro, acompanhe a tramitação da proposta e avalie como um possível novo limite impactaria a estratégia. Se o teto subir para R$110.000,00 em 2027 e R$140.000,00 em 2028, alguns negócios poderão permanecer no MEI por mais tempo. Porém, isso não significa que permanecer será sempre a melhor decisão.

A análise correta deve considerar:

Pergunta estratégicaPor que importa
O faturamento está perto de R$81.000,00 em 2026?Pode exigir desenquadramento ou planejamento para 2027
O negócio precisa contratar mais de uma pessoa?A regra atual do MEI limita a contratação
A atividade exercida é permitida para MEI?Atividade incompatível pode gerar desenquadramento
O empreendedor participa de outra empresa?Isso pode impedir a permanência no MEI
A margem suporta Simples Nacional como ME?A migração muda a forma de apuração
Há emissão frequente de nota para empresas?Pode exigir organização fiscal e financeira mais robusta

O que contadores devem observar com seus clientes MEI?

Para contadores, o aumento do limite do MEI é uma oportunidade de orientação consultiva. Muitos clientes chegam perguntando apenas “posso faturar mais?”. A resposta técnica precisa ir além.

O contador deve mapear faturamento acumulado, receita projetada, atividade, vínculos societários, funcionários, notas emitidas, compras realizadas, obrigações pendentes e possibilidade de migração. Também deve revisar se o cliente está tratando corretamente o dinheiro da empresa e o dinheiro pessoal.

Outro ponto importante é a comunicação. O cliente precisa entender que proposta legislativa não substitui regra vigente. Se ele tomar decisão baseada em notícia incompleta, a responsabilidade operacional aparece depois, na declaração, no desenquadramento, na cobrança retroativa ou na dificuldade de regularização.

Para escritórios contábeis em Brasília e no Distrito Federal, esse tema também gera oportunidade de conteúdo local. Muitos empreendedores pesquisam por “contabilidade para MEI em Brasília”, “abrir MEI no DF”, “migrar MEI para ME em Brasília” e “limite do MEI 2026”. Um artigo técnico bem estruturado pode atrair leads com intenção clara de regularização.

Exemplo prático: MEI em Brasília com faturamento em crescimento

Imagine um prestador de serviços em Brasília que fatura R$7.500,00 por mês de forma recorrente. Em 12 meses, ele chega a R$90.000,00 de receita bruta.

Pela regra atual, ele ultrapassa o limite anual de R$81.000,00. Como R$ 90.000,00 fica dentro da faixa de até 20% acima do limite, a situação tende a seguir o tratamento aplicável ao excesso de até 20%, com informação na DASN-SIMEI, pagamento do valor calculado e necessidade de desenquadramento para seguir corretamente a partir do período seguinte, conforme o caso.

Agora imagine outro MEI que fatura R$12.000,00 por mês. Em 12 meses, ele chega a R$144.000,00. Mesmo que exista proposta de novo teto em discussão, a regra vigente de 2026 não permite tratar esse faturamento como se o aumento já estivesse aprovado. A empresa precisa avaliar desenquadramento, regime tributário, escrituração e impacto retroativo.

Esse é o ponto que separa gestão fiscal de improviso.

Depois, indicar DASN-SIMEI, cálculo do excedente, desenquadramento e análise de regime tributário.

Perguntas frequentes sobre o limite do MEI

O novo limite do MEI já está valendo?

Não. Em 2026, o limite geral vigente continua sendo R$81.000,00 ao ano para o MEI tradicional. O aumento está em proposta e depende de aprovação final e publicação da nova regra.

Qual proposta aumenta o limite do MEI para R$ 140 mil?

A proposta enviada pelo governo federal em 29 de junho de 2026 prevê reajuste progressivo: R$110.000,00 em 2027 e R$140.000,00 em 2028.

Existe proposta de limite de R$ 130 mil?

Sim. O PLP 108/2021, registrado na Câmara dos Deputados, propõe enquadramento como MEI para pessoa com receita bruta anual igual ou inferior a R$ 130.000,00 e contratação de até dois empregados.

Posso esperar a nova lei para não sair do MEI?

Não é recomendável. Enquanto a nova regra não for aprovada e publicada, o empresário deve seguir o limite atual. Se o faturamento de 2026 ultrapassar o teto vigente, a empresa precisa avaliar desenquadramento e recolhimentos aplicáveis.

Quem passa de R$ 81 mil vira automaticamente Microempresa?

O MEI que ultrapassa o limite precisa comunicar ou regularizar o desenquadramento conforme o caso. O efeito depende do percentual excedido, do ano de abertura e das regras do SIMEI. A orientação oficial recomenda apoio contábil quando há excesso de faturamento ou descumprimento das condições do MEI.

Conclusão: o limite do MEI pode aumentar, mas planejamento não pode esperar

O limite do MEI vai aumentar se uma das propostas em tramitação for aprovada e transformada em lei. Até lá, a regra que vale em 2026 continua sendo R$81.000,00 ao ano para o MEI tradicional, com limite proporcional no ano de abertura.

Para empresários, gestores financeiros e contadores, a decisão mais segura é não planejar o negócio com base em expectativa. O correto é acompanhar a tramitação, controlar o faturamento mensal, projetar receita anual e avaliar com antecedência se a empresa deve permanecer como MEI ou migrar para Microempresa.

Checklist estratégico:

VerificaçãoSituação ideal
Faturamento acumulado em 2026Atualizado mensalmente
Projeção até dezembroCalculada antes do limite ser ultrapassado
Atividade permitida no MEIConfirmada no Portal do Empreendedor
FuncionáriosDentro da regra atual
Participação em outra empresaRevisada antes de manter o enquadramento
Possível migração para MESimulada com contador
Regime tributário futuroComparado entre Simples Nacional e outras opções

A Imposto no Bolso Contabilidade acompanha as mudanças do MEI, do Simples Nacional e da Reforma Tributária com foco em empresas de Brasília, Distrito Federal e entorno. Se o seu negócio está crescendo e o limite do MEI começou a ficar apertado, o próximo passo não é esperar a lei mudar. O próximo passo é calcular o impacto antes de tomar decisão.

Fale com a Imposto no Bolso Contabilidade e solicite uma análise de enquadramento para entender se ainda faz sentido permanecer como MEI ou se já é hora de migrar para uma estrutura empresarial mais segura.

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